Hoje, ao dia sexto das nossas vidas juntas, ouvir-te dizer Amor é um imenso arrepio de felicidade infinita.
Hoje, ao sexto dia do resto das nossas vidas, dizer-te Amo-te é pouco na imensidão deste mar de amar em que me movo em direcção a ti, a nós.
Hoje, exactamente hoje, quero que sejas feliz.
Hoje, hoje mesmo, quero ser feliz.
Hoje, agora, já, eu quero sentir-te e respirar-te e ser todos os dias...contigo.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Regresso
Agora que no regresso a casa se juntam os dias e as noites, num jogo de corpos entrelaçados e de sorrisos...
Agora que o Universo te retornou a mim, e as pétalas dos teus olhos formaram a flor do meu corpo...
Agora que o gosto agri-doçe da vida ficou mais doçe e menos acre...
Agora que a solidão dos sofás se transformou e deu origem a momentos únicos e inapagáveis...
Agora que choro de alegria por ver o teu rosto no primeiro gesto da manhã...
Agora que és aqui e agora, no meu peito a bater com os corações doidos de paixão...
Agora amo-te mais do que é possível dizer ou sentir ou fazer e plasmarei na imensidão das galáxias o teu nome gravado em mim pela eternidade, entre as coxas dos meus corpos de todas as vidas em que passaste por mim e gravaste a tua marca.
Agora que o Universo te retornou a mim, e as pétalas dos teus olhos formaram a flor do meu corpo...
Agora que o gosto agri-doçe da vida ficou mais doçe e menos acre...
Agora que a solidão dos sofás se transformou e deu origem a momentos únicos e inapagáveis...
Agora que choro de alegria por ver o teu rosto no primeiro gesto da manhã...
Agora que és aqui e agora, no meu peito a bater com os corações doidos de paixão...
Agora amo-te mais do que é possível dizer ou sentir ou fazer e plasmarei na imensidão das galáxias o teu nome gravado em mim pela eternidade, entre as coxas dos meus corpos de todas as vidas em que passaste por mim e gravaste a tua marca.
sábado, 27 de outubro de 2007
Tu em mim
Continuo a sonhar com sorrisos em cascata
Os olhos guardam entre as pestanas o ar de gato a espreguiçar
Continuo a sonhar com os dedos em pontas
A boca retem línguas de fogo a rodopiar entre dentes
Continuo a sonhar com sonos dormidos ao relento
As mãos procuram-te por entre as estrelas
A galáxia que sou brilha demais quando és estrela em mim.
Os olhos guardam entre as pestanas o ar de gato a espreguiçar
Continuo a sonhar com os dedos em pontas
A boca retem línguas de fogo a rodopiar entre dentes
Continuo a sonhar com sonos dormidos ao relento
As mãos procuram-te por entre as estrelas
A galáxia que sou brilha demais quando és estrela em mim.
Feliz
Feliz fico de ver a felicidade estampada nos teus olhos.
Feliz estou quando o teu sorriso se abre ao universo.
Feliz ando por caminhos onde te observo brilhante quando triunfas.
Feliz vibro na espectativa de te encontar e entrar no teu abraço.
Feliz serei ainda mais quando o amanhecer me trouxer o teu acordar.
Feliz ficarei imparávelmente quando o universo for testemunha de nós.
Feliz serás tu também quando as estrelas do meu firmamento te iluminarem o sorriso.
Feliz estou quando o teu sorriso se abre ao universo.
Feliz ando por caminhos onde te observo brilhante quando triunfas.
Feliz vibro na espectativa de te encontar e entrar no teu abraço.
Feliz serei ainda mais quando o amanhecer me trouxer o teu acordar.
Feliz ficarei imparávelmente quando o universo for testemunha de nós.
Feliz serás tu também quando as estrelas do meu firmamento te iluminarem o sorriso.
Acordar
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dizes bom dia com a voz dos anjos
harpas que tocam na minha garganta
fazem-me cantar em choros desmedidos
de felicidade ao ritmo ascendente de existir
dizes bom dia com perfume na voz
os sentidos exalam-te e exaltam-se
vulcões de ser transformam-se em mim
a felicidade é inequivocamente assim sentir
dizes bom dia e já é noite
o corpo tem a preguiça da paixão
as mãos tremem de tanto te tocar em sinfonias
e a partitura ficará para sempre gravada
entre os dias as noites e o coração
harpas que tocam na minha garganta
fazem-me cantar em choros desmedidos
de felicidade ao ritmo ascendente de existir
dizes bom dia com perfume na voz
os sentidos exalam-te e exaltam-se
vulcões de ser transformam-se em mim
a felicidade é inequivocamente assim sentir
dizes bom dia e já é noite
o corpo tem a preguiça da paixão
as mãos tremem de tanto te tocar em sinfonias
e a partitura ficará para sempre gravada
entre os dias as noites e o coração
Gosto / Não Gosto
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Estes são os dias em que navegar em alto mar
impedem a actualização do diário de bordo.
Resta-me sintetizar!
Gosto do cheiro do mar
Não gosto de virar as costas às ondas
Gosto do voo das gaivotas
Não gosto de observar os pássaros só
Gosto do sorriso de quem ama
Não gosto de memórias difusas
Gosto de olhar na menina dos olhos
Não gosto de deixar o olhar para traz
Gosto de sentir o coração no peito
Não gosto de fronteiras
Gosto de ir
Não gosto de vir
Gosto de passar o rio
Não gosto de pontes de regresso
Gosto de rir
Não gosto de lágrimas
Gosto de dar a mão
Não gosto de ausência
Gosto do gosto da tua boca
Não gosto do silêncio
Gosto de amar
Não gosto.........
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Poema para a minha irmã
Guardo deste Alentejo várias horas,
Encontros, perdas, paixões e desamores
Levo comigo para onde for o meu terraço
De longas e soalheiras horas languidas
Em que nos rimos e dissecámos a vida toda de fio a pavio
Recordarei para sempre o céu cor de rosa
O sol que me encheu o coração nas horas doidas
E as nossas tardes e noites na sucessão de descobrir que nos amamos desde sempre.
Gosto muito de ti, irmã minha, que a vida me trouxe em desalento e o coração guardou docemente pela ternura do teu olhar de menina perdida e por mim encontrada.
Encontros, perdas, paixões e desamores
Levo comigo para onde for o meu terraço
De longas e soalheiras horas languidas
Em que nos rimos e dissecámos a vida toda de fio a pavio
Recordarei para sempre o céu cor de rosa
O sol que me encheu o coração nas horas doidas
E as nossas tardes e noites na sucessão de descobrir que nos amamos desde sempre.
Gosto muito de ti, irmã minha, que a vida me trouxe em desalento e o coração guardou docemente pela ternura do teu olhar de menina perdida e por mim encontrada.
Saber,não saber
Sem saber que existias, sonhei-te
Nem sabia que sonhava.
Na distracção de viver, senti-te
Nem sabia que vivia.
Abstractamente num gesto sem pensar
Soube que estavas no meu horizonte
E fiquei Feliz só de saber.
Guardarei para sempre
A ariana lembrança da amizade,
Da serenidade do olhar,
Da subtileza do sorriso,
Do fogo de Áries envolvente e doce.
Gostarei de ter gostado de passar aqui e ser
Abstractamente, em múltiplos sentidos.
De ter ficado a saber.
De te imaginar, ouvir, lembrar
E projectar a outra hipotética vida a acontecer.
Nem sabia que sonhava.
Na distracção de viver, senti-te
Nem sabia que vivia.
Abstractamente num gesto sem pensar
Soube que estavas no meu horizonte
E fiquei Feliz só de saber.
Guardarei para sempre
A ariana lembrança da amizade,
Da serenidade do olhar,
Da subtileza do sorriso,
Do fogo de Áries envolvente e doce.
Gostarei de ter gostado de passar aqui e ser
Abstractamente, em múltiplos sentidos.
De ter ficado a saber.
De te imaginar, ouvir, lembrar
E projectar a outra hipotética vida a acontecer.
Como sou
Guardo ondas presas na saliva
Tenho asas
As velas do meu barco são a remos
E as gaivotas riem-se do esforçoque faço a viver.
Guardo sopros de vida em nuvens de algodão doce
Tenho guelras
A minha vida é uma feira de pregões
E nado na minha cidade Atlante
Á procura da rua onde moro
Entre algas e aloes vera.
Não guardo penas
Não quero
Os meus olhos deitam as lágrimas fora
Não guardo soluços
Grito-os ao mundo tão alto como
Roucas ficam as cordas vocais
Desta guitarra Portuguesa que é o meu corpo.
Olho para tráz para a frente e vejo-me
E vejo-te e vejo o riso das crianças
Passo pelos muros desta prisão
A que chamamos realidade.
Resumo
Ser é a prazo, de cada vez
E levo comigo os retratos de todas as vidas
As que vivi e as que viverei
Aqui ou noutro planeta
À noite ou noutro Sol
Com o cabelo molhado da chuva de meteoritos
O corpo tapado de cinza
O olhar iluminado de lava
Mas sempre sempre a sorrir, ou não?
Alma

O meu nome está nas estrelas que levo no cabelo
O meu caminho nas minhas lágrimas, nos meus sorrisos
Os meus olhos vêm no horizonte o que já fui refractado em
Espelhos de água
E o que serei estará na razão directa desse mergulho
Elevar-me-hei das águas, qual excalibur
Empunhada pelo brilho de uma armadura ao sol
Numa montada branca de crinas ao vento
Cavalgando por entre labaredas
Entre os cavaleiros do Apocalipse e Artur
E perguntarei a Merlin da Alquimia de ser
Que me fará o retrato da Fénix.
Compreenderei então o meu nome
Vislumbrarei o caminho
Sacudirei a poeira do meu alforge
E serei levada pelos meus passos
De acordo com o caminho que tracei
Desde os Tempos Imemoriais
Encontro

No princípio era o verbo.
O substantivo, o adjectivo, o complemento directo,
A ordenação de todos eles em parada.
Encontrámo-nos na mesma praça.
Sentámo-nos no mesmo banco.
Dissertámos sobre os mesmos temas
Reciprocamente interessantes.
Ficámos desléxicos em simultâneo.
O meu coração acelera e ri, e o teu?
Os meus olhos batem palmas de pestanas
E cora-me a ponta do nariz como se tivesse frio.
As mãos estão molhadas e nem sequer está calor.
Subitamente tenho para aí 15 anos.
Encontrei o discurso directo de efeito boomerang.
Enquanto sacias a tua fome, escrevo-te.
Obrigada doce olhar por me ouvires!
O substantivo, o adjectivo, o complemento directo,
A ordenação de todos eles em parada.
Encontrámo-nos na mesma praça.
Sentámo-nos no mesmo banco.
Dissertámos sobre os mesmos temas
Reciprocamente interessantes.
Ficámos desléxicos em simultâneo.
O meu coração acelera e ri, e o teu?
Os meus olhos batem palmas de pestanas
E cora-me a ponta do nariz como se tivesse frio.
As mãos estão molhadas e nem sequer está calor.
Subitamente tenho para aí 15 anos.
Encontrei o discurso directo de efeito boomerang.
Enquanto sacias a tua fome, escrevo-te.
Obrigada doce olhar por me ouvires!
Insinuosamente danço

Horizontes de Sol pela manhã,
Entraram-me pela janela com o mar.
O meu corpo tremia ainda,
O meu coração desenfreava já.
O peito em júbilo de amar,
Entrava na dança branda das ondas.
O teu corpo guerreiro em repouso,
O teu coração a marcar os tempos.
A mão na forma insinuosa do meu corpo
E eu a olhar-te na angústia da despedida.
Na dor da ausência anunciada,
Fechei as pétalas do meu sexo
E permiti que uma lágrima e apenas uma desliza-se.
Entraram-me pela janela com o mar.
O meu corpo tremia ainda,
O meu coração desenfreava já.
O peito em júbilo de amar,
Entrava na dança branda das ondas.
O teu corpo guerreiro em repouso,
O teu coração a marcar os tempos.
A mão na forma insinuosa do meu corpo
E eu a olhar-te na angústia da despedida.
Na dor da ausência anunciada,
Fechei as pétalas do meu sexo
E permiti que uma lágrima e apenas uma desliza-se.
Agora
Tentações latejam
Tremem os ombros do peso que carrego
As pernas não respondem
As mãos amuam e fecham-se a preces irrespondidas
Os dentes cerram-se e mordem as palavras
Só grito na presença do meu amor
Só quero a presença da luz que me fica antes
Não quero a negritude de depois de ires
Tentações praguejam
Porque não estás a subir os degraus do meu sorriso?
Se o meu peito te pergunta, porque não respondes?
Se os meus seios te apontam o sul porque te viras a norte, a este, a qualquer ponto cardeal fora de mim?
Quero ouvir a música das tuas imagens
A tocar sinfonias nas cordas vocais dos meus gemidos…
Agora…por favor!
Tremem os ombros do peso que carrego
As pernas não respondem
As mãos amuam e fecham-se a preces irrespondidas
Os dentes cerram-se e mordem as palavras
Só grito na presença do meu amor
Só quero a presença da luz que me fica antes
Não quero a negritude de depois de ires
Tentações praguejam
Porque não estás a subir os degraus do meu sorriso?
Se o meu peito te pergunta, porque não respondes?
Se os meus seios te apontam o sul porque te viras a norte, a este, a qualquer ponto cardeal fora de mim?
Quero ouvir a música das tuas imagens
A tocar sinfonias nas cordas vocais dos meus gemidos…
Agora…por favor!
terça-feira, 23 de outubro de 2007
1/4 de ser
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Um quarto de hora para ter
Um quarto do tempo que teria se aqui estivesses
Um quarto escuro de esperar
Um quarto de laranja amarga a embotar a língua
Um quarto de beijo que mesmo assim é só na memória
Um quarto de hotel que é miragem
Um quarto do vento que me leve o grito
Um quarto de mim acordado, 3 quartos dormentes
Um quarto de hora na estação
Um quarto fechado à espera de nós
Um quarto de uma vida inteira à espera
Um quarto de estar farta a tempo inteiro
Um quarto do que fui e já não posso
a Um quarto de não ter tempo de ser.
Um quarto do tempo que teria se aqui estivesses
Um quarto escuro de esperar
Um quarto de laranja amarga a embotar a língua
Um quarto de beijo que mesmo assim é só na memória
Um quarto de hotel que é miragem
Um quarto do vento que me leve o grito
Um quarto de mim acordado, 3 quartos dormentes
Um quarto de hora na estação
Um quarto fechado à espera de nós
Um quarto de uma vida inteira à espera
Um quarto de estar farta a tempo inteiro
Um quarto do que fui e já não posso
a Um quarto de não ter tempo de ser.
Digo-te Depois
Felicidade a ser

foto de Julio Vaz de Carvalho
Rio à noite
Gargalhadas de ondas.
E as estrelas vêm brincar com os meus seios.
As tuas mãos queimam.
As pontas dos teus dedos agarram-me.
Viro as costas à brisa.
Fresca está a rua e o rio escuro como breu.
Brilha apenas o teu sorriso e os meus olhos.
A felicidade é.
A noite estende mantos de constelações.
Arrepios passam pela pele.
Encantamento de sereias que vêm do longínquo mar
Cantar em línguas de longe
Transformam o ar em vidro.
Cristalizam os ruídos incontidos de todas as emoções
E pairam em voos rasantes de gaivotas.
Fecha-se o sol em envelopes de nuvens pastel.
A noite é mais uma noite a acabar mergulhada em vazio
De ausência anunciada e retorno expectante.
Quero para sempre a felicidade das estrelas
A pairar o meu corpo, o meu coração, os meus cabelos!
Gargalhadas de ondas.
E as estrelas vêm brincar com os meus seios.
As tuas mãos queimam.
As pontas dos teus dedos agarram-me.
Viro as costas à brisa.
Fresca está a rua e o rio escuro como breu.
Brilha apenas o teu sorriso e os meus olhos.
A felicidade é.
A noite estende mantos de constelações.
Arrepios passam pela pele.
Encantamento de sereias que vêm do longínquo mar
Cantar em línguas de longe
Transformam o ar em vidro.
Cristalizam os ruídos incontidos de todas as emoções
E pairam em voos rasantes de gaivotas.
Fecha-se o sol em envelopes de nuvens pastel.
A noite é mais uma noite a acabar mergulhada em vazio
De ausência anunciada e retorno expectante.
Quero para sempre a felicidade das estrelas
A pairar o meu corpo, o meu coração, os meus cabelos!
Jo
viver de amar
é respirar o vento que vem do sul
quente e sossegado
pousado no ventre ao fim de tarde
anunciando o firmamento da noite mais brilhante
plasmando céus em estrelas cintilantes
voando no cabelo alado revolto dos gestos de paixão
apertado entre os nós dos dedos enleados
gritado aos quatro ventos em sorrisos soltos
amado na estória de todos os amantes
sentido ao limite do tempo do espaço do corpo
gostado em todos os instantes
fotografado em olhares presentes e distantes
para sempre marcado na minha pele ao sul
pousado em minha mão a latejar poemas
para sempre introduzido no universo
amar a viver amando
porque assim te encontrei em mim
assim te cantei em verso
assim te desejei em prosa
viver de amar
porque te sei assim
é respirar o vento que vem do sul
quente e sossegado
pousado no ventre ao fim de tarde
anunciando o firmamento da noite mais brilhante
plasmando céus em estrelas cintilantes
voando no cabelo alado revolto dos gestos de paixão
apertado entre os nós dos dedos enleados
gritado aos quatro ventos em sorrisos soltos
amado na estória de todos os amantes
sentido ao limite do tempo do espaço do corpo
gostado em todos os instantes
fotografado em olhares presentes e distantes
para sempre marcado na minha pele ao sul
pousado em minha mão a latejar poemas
para sempre introduzido no universo
amar a viver amando
porque assim te encontrei em mim
assim te cantei em verso
assim te desejei em prosa
viver de amar
porque te sei assim
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
3 tempos de sonhar

Sonhar é viver antes de ser
Antes de deixar acontecer o que tanto se deseja e projecta
Antes de dar corpo ao que sentimos na vontade latente e secreta
Antes de olhar no espelho o que não havíamos conseguido encontar.
Sonhar é a razão de existir
Durante a criação do teu desejo mais profundo
Durante a construção de todo um novo mundo
Durante todos os momentos ao relento de amar
Sonhar é transformar em certo
Depois de já saberes o que criaste sabes ser feliz
Depois de te teres sentido explodir olhas e sorris
Dás-me a tua mão ficas comigo e agora já não é sonhar.
É ser, é estar, é ficar...é.
Amar…
Antes de deixar acontecer o que tanto se deseja e projecta
Antes de dar corpo ao que sentimos na vontade latente e secreta
Antes de olhar no espelho o que não havíamos conseguido encontar.
Sonhar é a razão de existir
Durante a criação do teu desejo mais profundo
Durante a construção de todo um novo mundo
Durante todos os momentos ao relento de amar
Sonhar é transformar em certo
Depois de já saberes o que criaste sabes ser feliz
Depois de te teres sentido explodir olhas e sorris
Dás-me a tua mão ficas comigo e agora já não é sonhar.
É ser, é estar, é ficar...é.
Amar…
Dia Cinzento

O livro que sou está sem ilustrações
O dia de hoje rabisca arabescos sem cor
O tempo hoje está tímido
O ar ficou denso espesso enovoado
O coração bate mais lento mais sem sol
A pontuação perdeu-se por aí
O diálogo calou-se em monólogo
O olhar está algures entre o horizonte e o vazio.
A minha mão treme na escrita
O sorriso está teimoso e com mau feitio
A cabeça está no ar e quer ficar no ar
O livro que sou está a fechar
Amanhã talvez quem sabe haverá sol
O dia de hoje rabisca arabescos sem cor
O tempo hoje está tímido
O ar ficou denso espesso enovoado
O coração bate mais lento mais sem sol
A pontuação perdeu-se por aí
O diálogo calou-se em monólogo
O olhar está algures entre o horizonte e o vazio.
A minha mão treme na escrita
O sorriso está teimoso e com mau feitio
A cabeça está no ar e quer ficar no ar
O livro que sou está a fechar
Amanhã talvez quem sabe haverá sol
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